Próxima nota, 2020

Aos últimos eventos, infelizmente, não pude ir, mas em 5 de setembro de 2020, se continuar com saúde, espero estar lá na Burchardikirche em Halberstadt. ‘Tamo junto!!!

Caracteristicamente, em se tratando de John Cage, a performance da peça Organ²/ASLSP principiou, em 2001, com uma pausa que durou 17 meses…

A parte já executada da partitura, bem como a lista completa dos eventos passados, presente e futuros (até 5 de setembro de 2640), está no site oficial do projeto Organ²/ASLSP. Uma porção maior da partitura do que o excerto presente no site oficial está aqui.

Alguns registros na imprensa sobre as notas e acordes novos que surgiram na execução nos últimos anos:

2003 – First notes for 639-year composition

2006 – Second Chord Sounds in 639-Year Long Concert e John Cage’s Long Music Composition in Germany Changes a Note

2008 – One Thousand Hear Change of Note in World’s Longest Concert

2012 – John Cage goes as slow as possible in Halberstadt, Germany

2013 – So Begins the Hiatus (Organ2/ASLSP in Halberstadt)

O acorde que está soando atualmente pode ser escutado ao vivo aqui (clicando em “Aktueller Ton”).

 Os detalhes  acerca da composição e das gravações de outras performances podem ser consultados no catálogo de obras do John Cage Trust.

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Viagens no som e na memória: Marlos Nobre

(In memoriam Sebastião Salim Bezerra, 1924-2009)

Essas maravilhosas redescobertas e conexões no tempo e no espaço que o Facebook, o Youtube e outras ferramentas da Internet possibilitam… Tive a agradabilíssima surpresa de encontrar no Facebook a página do maestro Marlos Nobre, na qual ele compartilha esta gravação. Estivemos, meu pai e eu, na primeira audição mundial deste Concerto para Dois Violões e Orquestra, no dia 10 de setembro de 1998, no Teatro São Pedro, no bairro da Barra Funda, em São Paulo. Esta gravação é precisamente daquele dia. Os solistas eram Sérgio e Odair Assad. Mais abaixo, vemos o programa daquele concerto.

Programa_Osesp_1998_CapaPrograma_Osesp_1998_Pagina

ssb_solo_circa_anos60Aquele foi um dos últimos concertos a que fui junto com meu pai, antes de a doença começar a miná-lo lentamente. Nós dois gostávamos de tudo que girasse em torno do violão, desde que eu era garoto. Ele, indubitavelmente, foi quem me transmitiu o amor pelo instrumento, e pela música em geral. E também acompanhávamos a evolução da obra do mestre pernambucano havia décadas. A música de Marlos Nobre se transforma ao longo do tempo, navegando entre dois grandes pólos. (O catálogo completo das obras está no site do compositor.)

Marlos_Nobre_Momentos_IIMosaicoDe um lado, há as linguagens mais experimentais, atonais, dodecafônicas e eletroacústicas — mais presentes em obras como os ciclos “Momentos”, “Sonâncias”, o “Mosaico” (1970) e “Biosfera” (1970) para orquestra, o “Rythmetron” para percussão, as “Convergências” para orquestra, o Concerto Op. 51 para violão e orquestra.

Entre os muitos trabalhos acadêmicos que foram escritos sobre a música de MN, destaco o artigo de Paulo de Tarso Salles sobre o “Momentos I” para violão, publicado na revista Per Musi da UFMG em 2003.

Em segundo lugar, há a linguagem-síntese em espírito mais, digamos, “bartokiano”, com raízes mais firmemente fincadas nas tradições musicais brasileiras — característica de obras como os “Desafios” (aliás, creio que meu tio Olafs Alnis tocou o “Desafio I” para viola e orquestra de cordas, no início dos anos 70), a cantata “Unkrinmakrinrkin” para soprano, piano e sopros, o “Cancioneiro de Lampião”, os “Três coros de Natal” e o “Agô-Lonã” para coro, os “Ciclos Nordestinos”, etc.

O Concerto para dois violões e orquestra Opus 82 transita, em seus quatro movimentos, entre essa polaridade linguística, como se pode constatar nos outros movimentos do concerto, oriundos da mesma estréia mundial de 1998, que também estão no Youtube:

2o. Violão Erudito na UFABC com o violonista Fábio Bartoloni

Na terça-feira, dia 24/04/2012, acontece na Universidade Federal do ABC o segundo recital da série “Violão Erudito na UFABC” com Fábio Bartoloni.

Bartoloni é Mestre em Música pelo Instituto de Artes da UNESP, premiado em diversos concursos, como o Concurso Mozarteum, Concurso Souza Lima e Prêmio Nabor Pires Camargo. Atualmente, é professor de violão na Faculdade de Música FITO, na EMESP Tom Jobim e no Conservatório Villa-Lobos. Ao lado de seu pai, Giacomo Bartoloni, integra o Duo Bartoloni, que gravou o CD “5 Compositores Brasileiros por 2 Violonistas”, apresentando-se nas principais séries de concerto do país. Já realizou diversos recitais na França e Alemanha, onde também gravou o CD “Romantique”, ao lado do Duo Franco-Brasileiro, além de estreias mundiais de obras para violão solo dos compositores Achille Picchi e Paulo de Tarso Salles. Estas obras foram gravadas e exibidas no programa “Violão” da Rádio Cultura de São Paulo.

Data e local:
24 de abril de 2012, das 17 às 18h

Universidade Federal do ABC – Campus Santo André – Av. dos Estados, 5001

Bloco A, Auditório A 111-0

[Fonte: Profas. Ana Maria Pereira Neto, Cristina Autuori Tomazeti e Juliana Tófano de Campos Leite Toneli]


Comparando performances de Bach

Posto aqui um informe rápido, para avisar sobre um grupo de posts maiores que irão aparecer em breve aqui neste blog. Trata-se de um estudo comparativo que estou escrevendo sobre diferentes performances dos concertos para violino de J. S. Bach, BWV 1041, 1042 e 1043 (este último para 2 violinos), e também o concerto para violino e oboé BWV 1060. As interpretações que escolhi para este projeto são as de Hilary Hahn, Julia Fisher, Elisa Fukuda e David Oistrakh. Entram no estudo também as transcrições feitas pelo próprio Bach para dois dos concertos, para teclado, e aqui a interpretação escolhida é de Glenn Gould. Aguardem, então, as novidades em breve. 🙂