Motetos de Bach com o Monteverdi Choir

O Bach nosso de cada dia…

Hoje, o destaque são os encantadores Motetos BWV 225-230 (+ BWV 159 Anhang), repletos de esperança. Embora alguns tenham sido compostos para funerais, Bach expõe neles a sua visão de mundo, como sempre, de grande serenidade. A versão do Monteverdi Choir / Gardiner é de grande leveza, e o coro parece estar muito à vontade. O fato de haver um baixo contínuo (cello, contrabaixo, fagote e órgão) a garantir a afinação ajuda a deixar os/as cantores/as descontraídos/as para, digamos, “se esbaldar” na execução. Parece-me uma opção acertada de Gardiner: o ganho estético resultante mais do que compensa a perda do caráter estritamente vocal original (somente o BWV 226 e o BWV 230 foram compostos para coro(s) com acompanhamento — uma pequena orquestra, no primeiro, e baixo contínuo, no segundo). Ademais, o Monteverdi tem muita tradição em cantar polifonia (e em torná-la transparente). Quando cantei com o Coralusp o BWV 225, o mais extrovertido deles (SATB+SATB, começa aqui em 51:27), nós o executávamos “na raça”, a capella mesmo. Na época, foi para mim uma tal imersão que, no final, eu já ficara conhecendo nada menos que quatro vozes do moteto na íntegra e de cor: os tenores I e II e os baixos I e II… 🙂

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