2o. Violão Erudito na UFABC com o violonista Fábio Bartoloni

Na terça-feira, dia 24/04/2012, acontece na Universidade Federal do ABC o segundo recital da série “Violão Erudito na UFABC” com Fábio Bartoloni.

Bartoloni é Mestre em Música pelo Instituto de Artes da UNESP, premiado em diversos concursos, como o Concurso Mozarteum, Concurso Souza Lima e Prêmio Nabor Pires Camargo. Atualmente, é professor de violão na Faculdade de Música FITO, na EMESP Tom Jobim e no Conservatório Villa-Lobos. Ao lado de seu pai, Giacomo Bartoloni, integra o Duo Bartoloni, que gravou o CD “5 Compositores Brasileiros por 2 Violonistas”, apresentando-se nas principais séries de concerto do país. Já realizou diversos recitais na França e Alemanha, onde também gravou o CD “Romantique”, ao lado do Duo Franco-Brasileiro, além de estreias mundiais de obras para violão solo dos compositores Achille Picchi e Paulo de Tarso Salles. Estas obras foram gravadas e exibidas no programa “Violão” da Rádio Cultura de São Paulo.

Data e local:
24 de abril de 2012, das 17 às 18h

Universidade Federal do ABC – Campus Santo André – Av. dos Estados, 5001

Bloco A, Auditório A 111-0

[Fonte: Profas. Ana Maria Pereira Neto, Cristina Autuori Tomazeti e Juliana Tófano de Campos Leite Toneli]


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Bach na Sexta-Feira Santa

Página da Paixão segundo Mateus, edição Eulenberg.

Acabei de escutar, nesta Sexta-Feira Santa: a Paixão segundo Mateus de Bach, BWV 244, na versão de Karl Richter, com Ernest Haefliger como o Evangelista (tenor), Kieth Eegen como Jesus (barítono), Dietrich Fisher-Dieskau (árias de barítono), Max Proebstl (baixo), Irmgard Seefried e Antonia Fahberg (sopranos) e Hertha Töpper (contralto). Orquestra Bach de Munique, Coro Bach de Munique e Coro de Meninos Bach de Munique.

A obra em si é fabulosa, nem é necessário falar sobre ela. Compará-la a uma catedral seria pouco. Está simplesmente repleta de grandes momentos. Já sobre a performance, direi o seguinte. Apesar de todas as outras versões recentes do BWV 244 que têm sido feitas, com instrumentos de época, e algumas até com uma-voz-por-parte — algo que me parece ser, por um lado, um exagero, e por outro, uma distorção –, a versão do velho mestre Richter continua me parecendo insuperável. (Sem menosprezar outros grandes recriadores de Bach, como Helmuth Rilling, por exemplo.) Richter possui sutileza quando a sutileza se faz necessária, mobiliza potência maciça quando é preciso poder e massa, e sua leitura é perpassada de uma clareza polifônica exemplar, somada a uma perfeita compreensão da estrutura dramática do oratório. Os andamentos são precisamente aqueles que, em minha opinião, devem ser adotados — ao contrário das versões recentes que, rapidíssimas, chegam a levar até meia hora a menos (!) do que Richter para completar a obra.

Para o Sábado de Aleluia, recomendo a fantástica cantata Christ Lag in Todesbanden, BWV 4. No ano passado, na Sexta-Feira Santa, escutei, também de Bach, a Paixão segundo João, BWV 245, com o mesmo Karl Richter. Queria ainda ter escutado hoje a Paixão segundo Lucas de Krzysztof Penderecki, mas demorei para achar a gravação — estava tão bem arquivada que ficou escondida — e acabou não dando tempo. :-/ Mas neste sábado quero escutá-la.

Comparando performances de Bach

Posto aqui um informe rápido, para avisar sobre um grupo de posts maiores que irão aparecer em breve aqui neste blog. Trata-se de um estudo comparativo que estou escrevendo sobre diferentes performances dos concertos para violino de J. S. Bach, BWV 1041, 1042 e 1043 (este último para 2 violinos), e também o concerto para violino e oboé BWV 1060. As interpretações que escolhi para este projeto são as de Hilary Hahn, Julia Fisher, Elisa Fukuda e David Oistrakh. Entram no estudo também as transcrições feitas pelo próprio Bach para dois dos concertos, para teclado, e aqui a interpretação escolhida é de Glenn Gould. Aguardem, então, as novidades em breve. 🙂